Bardal é ouvido por comissão que apura se Jefferson Portela ordenou investigações ilegais no MA

Além de Bardal, o delegado afastado Ney Anderson Gaspar também prestou depoimento para deputados que integram a Comissão de Segurança Pública na Câmara Federal.

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O ex-superintendente de investigações criminais no Maranhão, Tiago Bardal e o delegado licenciado Ney Anderson Gaspar, prestaram depoimento nesta sexta-feira (8) na sede da Polícia Federal em São Luís, para deputados que integram a Comissão de Segurança Pública na Câmara Federal. Os dois foram ouvidos sobre as investigações que apuram se o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, determinou investigações clandestinas contra magistrados e políticos.

A denúncia foi feita por Tiago Bardal e Ney Gaspar à Comissão de Segurança Pública. Eles afirmam que Jefferson Portela teria dado ordens para fazer escutas telefônicas sem autorização judicial em magistrados e políticos que são contra o governo Flávio Dino (PCdoB).

Bardal chegou escoltado por policiais federais à sede da PF no bairro Cohama. Ele está preso na Delegacia Especial do bairro Cidade Operária após ter sido acusado de ter envolvimento com uma quadrilha de contrabando e de extorquir dinheiro de assaltantes de banco.

Afastado do cargo de delegado, Ney Anderson Gaspar disse que a verdade sobre o caso será revelada apesar do secretário Jefferson Portela negar ter determinado que a investigação fosse realizada.

“A verdade ela prevalecerá e não adianta o secretário de Segurança estar indo na imprensa todos os dias com chororó, com falácias, com mentiras pois a verdade vai prevalecer. E no final das investigações a gente vai chegar a verdade e contra fatos não há argumentos”, afirma Ney Gaspar.

Participaram dos depoimentos os deputados federais Aluísio Mendes (Podemos), Paulo Ganime (Novo) e Ubiratan Sanderson (PSL), que integram o trabalho da Comissão de Segurança Pública, que colheram novas informações sobre o caso. Delegados da Polícia Federal também acompanharam a sessão.

“Por mais que pareça uma coisa inusitada, além de ser grave existem precedentes no Brasil de denúncias que foram feitas dessa natureza e foram comprovadas como verdadeiras. E o que a comissão está fazendo é isso, está acompanhando a investigação que está sendo feita pelo Ministério Público Estadual e acompanhar todos os episódios das etapas dessa investigação, pois sabemos que elas são gravíssimas, elas fragilizam o cidadão, a sociedade brasileira e elas tem que ser apuradas a exaustão”, disse Aluísio Mendes, deputado federal pelo Podemos.

O grupo que integra a comissão também se reuniu com o procurador-geral de Justiça, Luís Gonzaga, para apuar o andamento das investigações. O deputado federal Aluísio Mendes não descarta a possibilidade de apresentar as denúncias ao Ministério Público Federal (MPF) para propor a federalização do processo contra Jefferson Portela.

Portela nega investigações

De acordo com o secretário Jefferson Portela, ele está aguardando ser convocado para prestar depoimento sobre o caso, já que a data que havia sido determinada pela comissão foi adiada até o fim do recesso parlamentar, em julho deste ano.

Portela alega que as investigações nunca apontaram números de magistrados e políticos que teriam sido interceptados e a acusa o deputado Aluísio Mendes de apoiar a organização criminosa que ele afirma que Bardal e Ney Gaspar, são integrantes.

“Afirmo que são integrantes de uma organização criminosa com o apoio expresso do deputado Aluísio Mendes e ele tem que se explicar o porque ele está dando guarida para esses criminosos. Não há fato velho, nem fato novo. Há uma ventilação de que houve uma interceptação ilegal de juízes e desembargadores, eles já foram ouvidos em três instâncias na ministerial, na judicial e na legislativa e não deram, até a presente data, nenhum número interpretativo de qualquer desembargador, juiz ou qualquer político. E fique este cenário, promovido pelo deputado Aluísio Mendes, sem que nós sejamos ouvidos. Eles ficaram de ser ouvidos no dia 2 de julho e foram em Brasília. Nós seria no dia 3, mas foi adiado até o fim do recesso e já estamos em novembro e nunca fomos ouvidos, em nenhum lugar, desses que o Aluísio convoca”, alega Jefferson Portela.

O secretário diz ser vítima de um ataque pessoal e afirmou que deve denunciar o caso para a ouvidoria da Câmara Federal.

“Eu vou federalizar a denúncia contra ele. Eu vou à Brasília, para levar a ouvidoria da Câmara Federal, irei ao Conselho Nacional de Direitos Humanos denunciar que está tendo um ataque a minha pessoa, tentando me expor e eu não sei a quê, perante um bando criminoso, uma organização criminosa”, finalizou.

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